Edição 9
Edição 9 da News do Chico. A Lei do Celular completa um ano com 92% de adesão e um retrato do que entrou no lugar da tela, o MEC institui a política nacional de educação bilíngue de surdos, e a fronteira da IA mexe com a base: o Claude Sonnet 5 vira o padrão de graça, o Google leva estudo e leitura para o Workspace for Education, e a OpenAI reorganiza sua família de modelos.
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Lei do Celular completa um ano: 92% das escolas já restringem aparelhos e 97% dos gestores relatam mais participação em sala ↗
O Povo · 1º de julho de 2026
Um ano depois da Lei 15.100, que restringiu o uso do celular na educação básica, o MEC divulgou uma pesquisa com gestores em que 92% das escolas relatam já aplicar a regra, 45% de forma consolidada e 47% ainda em transição, e a maioria aponta ganhos de sala: 97% veem mais participação, 95% mais concentração e 88% queda no cyberbullying. O dado que interessa a quem gere rede não é a proibição em si, e sim o que entra no lugar: 51% das escolas públicas ampliaram a educação digital e midiática em 2025 e 86% mantiveram ou ampliaram atividades pedagógicas com tecnologia. Tirar o aparelho da mão não virou apagão digital; virou, na maior parte das redes, a troca do uso disperso pelo uso ensinado. É cedo para ler efeito de aprendizagem, mas adesão de 92% em doze meses é rara para uma política que mexe com hábito.
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MEC institui a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, estruturada em seis eixos ↗
Ministério da Educação · 3 de julho de 2026
Em 3 de julho o MEC instituiu a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, que trata a Libras como primeira língua e o português escrito como segunda e organiza oferta, acesso, permanência e êxito desses estudantes em seis eixos, de governança e formação a currículo e material didático. O valor da política está no diagnóstico que ela reconhece: hoje só 12% das redes têm material didático adequado em Libras, as provas em formato VideoLibras chegam a 1,31% dos estudantes e apenas 2.501 professores têm formação continuada na área. Para gestor municipal e estadual, é um marco que vira dever de casa: a política define o rumo, mas o número de professores formados mostra a distância entre publicá-la e cumpri-la. É a peça que faltava no arcabouço da educação inclusiva, e a implementação é que dirá o tamanho do avanço.
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Google lança os 'study notebooks' no Gemini e libera o Read Along gratuitamente para todo o Workspace for Education ↗
Google for Education · junho de 2026
O Google liberou nesta janela dois recursos que caem direto na sala de aula: os 'study notebooks' do app Gemini, que montam preparação de prova adaptativa e começaram o rollout global na web em 25 de junho, e o Read Along dentro do Google Classroom, que ficou gratuito para todos os usuários do Workspace for Education, com implantação concluída até 3 de julho. O Read Along é o mais concreto para o professor: devolve dados de pronúncia, velocidade de leitura, compreensão e fonética de cada aluno lendo em voz alta. Vale não confundir os 'study notebooks' com o NotebookLM, são produtos distintos. Para rede que já vive no Workspace, é ferramenta de leitura e estudo chegando sem custo adicional e com dado pedagógico, não só mais um recurso de IA genérico.
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Anthropic lança o Claude Sonnet 5 e o torna o modelo padrão de todos os usuários Free e Pro do mundo ↗
Anthropic · 1º de julho de 2026
A Anthropic lançou o Claude Sonnet 5 em 30 de junho e, a partir de 1º de julho, o promoveu a modelo padrão de todos os usuários Free e Pro no mundo, aposentando o Sonnet 4.6 dessa posição. O Sonnet 5 é o mais agêntico da casa, com janela de contexto de um milhão de tokens e desempenho que, em muitas tarefas profissionais, se aproxima do Opus 4.8 por um preço bem menor. Diferente de lançamentos de topo de linha que ficam atrás de assinatura cara, aqui o movimento é na base: qualquer estudante ou professor que usa o Claude gratuito passou a ter, sem pagar, o modelo de fronteira mais forte da linha Sonnet. Para quem forma pessoas, é o lembrete de que o piso das ferramentas que os alunos já usam subiu de novo, e de que a distância entre o gratuito e o pago, no dia a dia, encurtou.
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OpenAI apresenta em preview a família GPT-5.6 (Sol, Terra e Luna) com novo esquema de nomes e um modo 'ultra' multiagente ↗
OpenAI · 26 de junho de 2026
Em 26 de junho a OpenAI apresentou, em preview, a família GPT-5.6, com três modelos, Sol no topo, Terra no equilíbrio (cerca de duas vezes mais barato que o GPT-5.5) e Luna rápido e barato, sob um novo esquema de nomes em que o número marca a geração e o nome marca o tier de capacidade. A novidade técnica é o modo 'ultra', que usa subagentes para acelerar trabalho complexo, e um novo nível de esforço de raciocínio. Por ora o acesso é fechado a cerca de vinte parceiros, com liberação geral prometida para as próximas semanas, então vale ler como sinal do que vem, não como ferramenta já disponível. Para quem pensa em tutoria e estudo assistido, dois pontos importam: o teto de raciocínio sobe de novo e o preço do tier intermediário cai, a combinação que costuma decidir se IA de qualidade cabe no orçamento de uma escola.